Férias! Tem coisa melhor do que se ausentar da realidade, da rotina, e se deixar envolver por lugares encantadores ao lado da melhor companhia do mundo? Assim foi Cairns! Nossa aventura ao que eles chamam de "extremo norte do estado de Queensland" na Austrália, foi decidida de última hora: "Opa! Temos férias! Temos um orçamento x. Vamos pra Cairns! Nada de computador, internet, muito menos facebook. No máximo, o GPS do iPhone pra nos ajudar a explorar o lugar." E lá fomos nós para Cairns.
Acordar às 3h da matina, pegar taxi pra estação de ônibus, que nos levaria até o aeroporto, faz parte da aventura! Vôos às 6h da manhã na ida, e às 2h da manha na volta, também.
Eu não "estudei" Cairns antes de chegar lá. Quando me deparei com a cidade pequena, fiquei muito surpresa. Diferente de Melbourne e Sydney, Cairns é como se fosse uma cidadezinha do interior: onde as pessoas cumprimentam umas às outras no supermercado, onde os arranha-céus não passam de três andares, e pra qualquer canto do horizonte que você olhe, há pequenas montanhas verdes.
Contornando a costa nordeste da Austrália está a Grande Barreira de Corais (
The Great Barrier Reef). Corais, que se podem ver de apenas à alguns metros da areia, pelas águas cristalinas. Os peixinhos veêm te dar boas-vindas antes que as águas cubram seus joelhos. Boiando com o corpo no mar, é possível ver o habitat marinho com o snorkel. Mas não ponha os pés no chão, porque pode machucar os corais. hehehe.
Passeando de submarino, fomos mais no fundo, onde foi possível ver kilometros de corais à nossa volta. Peixes curiosos e de diversas espécies nos seguiam. Vimos tartarugas! Mas nada de crocodilos, nem tubarões.
Os crocodilos, vimos no Zoo. Cada bichão de 5 metros e quase uma tonelada. O treinador disse que esse é o máximo que eles crescem em cativeiro. Porém os crocs do oceano, chegam a medir o dobro. Imagina dar de cara com um bicho desses no mar? Só a boca dele deve ser do nosso tamanho. Ah! E essa história de que crocodilo corre na terra na mesma velocidade que se nada no mar, é mentira viu?! Suas patinhas não suportam o peso para que eles corram. Eles NADAM muito bem. Portanto, caso depare com um bichão desses em terra, apenas corra o mais rápido pra bem longe dele. E essa história de correr em círculos ou zigue-zague, também é papo furado. Não perca tempo, corra o mais rápido que puder! hahaha
Além das praias paradisíacas, Cairns também é conhecida por suas florestas. Fomos conferir uma vila chamada
Kuranda, que habita uma população de apenas 1.611 e é cercada por florestas tropicais. A subida é feita de trem, passando por dentro da floresta, apreciando cachoeiras, quedas-d'água e pássaros nativos. A vila é sustentada praticamente por turismo. Tem um parque com grama extensa para relaxar, um corredor de restaurantes, uma feirinha de artesanatos no meio, e cercada por paisagens florestais.
A "descida" foi feita pelo bondinho, o
Skyrail. Digo "descida" porque subimos um monte antes de realmente descer. É um dos maiores teleféricos que eu já ouvir falar. A viagem de Skyrail leva cerca de 1h30. O bondinho sobe, passa pelo rio (daí a gente imagina os crocodilos que podem estar lá em baixo), vai pela floresta inacabável, durante uma hora e meia. Mas graças a
Nossa Senhora Protetora Das Pessoas Com Medo de Altura, a viagem tem duas paradas em terra firme, onde a gente desce do bondinho e dá uma volta de 15 minutos na floresta. Mas nada muito selvagem, essas duas paradas são lugarzinhos com trilha de madeira e corrimão, só pra se ver as cachueiras de pontos diferentes.
O bondinho leva 6 pessoas sentadas. Mas no nosso, só tinha a gente. Tem horas que o bondinho vai tão alto, que é possível ver o mundo inteiro. Kuranda é uma cidadezinha à 25 km de Cairns, e lá do alto, de dentro do skyrail dava pra ver a Grande Barreira de Corais lá no meio do oceano. Quando o vento batia muito forte, o bondinho diminuia a velocidade, e o meu pânico aumentava. Tudo o que eu menos queria era ficar presa ali nas alturas.
Assim como Melbourne, vimos alguns artistas de rua em Cairns. Porém, a banda de blues tocava em um parque rodeado de grama extensa, onde todos apreciavam um solzinho de 25 graus no fim da tarde, deitados na grama, tomando sorvete, na beira do mar.